domingo, junho 05, 2011

Recordações - VIII

Uns anos atrás, uns bons anos atrás,  a seguir ao almoço e enquanto no café se faziam planos para a tarde, não perdia nunca esta série.
Tinha tudo que eu gostava,  garçonetes em mini saia, alemães idiotas,  velhos tarados,  e carradas  de um  humor  delicioso, era rir de principio ao fim

Pinturas




Lembrar que Portugal tem talento no dia da escolha da mediocridade.

quarta-feira, junho 01, 2011

ser criança



 Estarei hoje mais longe da criança que fui que da criança que voltarei a ser (se lá chegar).

sábado, maio 28, 2011

Serralves em festa


... o ano passado assistindo ao concerto da Big Band do Hot Club de Portugal.

quarta-feira, maio 18, 2011

Sinceridade

Amizade Sem Sinceridade



Acredita-se ter encontrado um meio de tornar a vida deliciosa através da bajulação. Um homem simples que apenas diz a verdade é visto como o perturbador do prazer público. Foge-se dele porque não agrada a ninguém; foge-se da verdade que ele enuncia, porque é amarga; foge-se da sinceridade que proclama porque apenas traz frutos selvagens; tem-se receio dela porque humilha, porque revolta o orgulho que é a mais estimada das paixões, porque é um pintor fiel que nos faz ver quão disformes somos.
Não admira que seja tão rara: em toda a parte (a sinceridade) é perseguida e proscrita. Coisa maravilhosa, ela encontra a custo um refúgio no seio da amizade.Sempre seduzidos pelo mesmo erro, só fazemos amigos para ter pessoas particularmente destinadas a nos agradarem: a nossa estima resume-se à sua complacência; o fim dos consentimentos acarreta o fim da amizade. E quais são esses consentimentos? O que é que mais nos agrada nos amigos? São os contínuos elogios que lhes cobramos como tributos.
A que se deve que já não haja verdadeira amizade entre os homens? Que esse nome não seja mais do que uma armadilha que empregam com vileza para seduzir? «É, diz um poeta (Ovídio), porque já não existe sinceridade.»
Com efeito, retirar a sinceridade da amizade é torná-la uma virtude teatral; é desfigurar essa rainha dos corações; é tornar quimérica a união das almas; é introduzir o artíficio no que há de mais santo e a perturbação no que há de mais livre.
Baron de Montesquieu, in "Elogio da Sinceridade"




fonte: o citador